Ter sucesso no campo afetivo é pré-requisito fundamental, para que possamos nos considerar pessoas realmente felizes. Isso vale para qualquer idade ou fase da vida. Na verdade, trata-se de um objetivo que cada um de nós sempre mantém presente em nossos anseios de futuro.

Esse sucesso depende, no entanto, de alguns fatores, tais como encontrar a pessoa dos nossos sonhos, conseguirmos desenvolver uma relação de afeto que atenda às expectativas de ambos tanto na forma como na profundidade do amor, nos ajustarmos aos hábitos de vida do dia a dia, sermos atenciosos e recebermos em reciprocidade a mesma atenção, atingirmos uma profunda compreensão mutua, entre outros.

Quando analisamos nossa vida e fazemos uma revisão do que andou acontecendo com nossos relacionamentos afetivos, percebemos que em cada um deles alguns aspectos foram mais fortes que outros. Tambem percebemos que existe uma certa coincidência de características pessoais, conforme a fase da nossa vida.

Há fases em que parece termos nos tornamos invisíveis e não somos percebidos pelas pessoas que gostaríamos ou mesmo por aquelas que nos chamaram a atenção. Em outras, somos percebidos sempre por quem menos gostaríamos que nos percebessem, ou mesmo nas diversas situações da vida, em que não parece surgir ninguém que nos atraia ou que nos interesse, e por vezes, se surge, não está disponível.

Em outras, parecemos não estar com dificuldade para atrairmos pessoas que nos pareçam interessantes e vamos desenvolvendo o relacionamento, quando de repente, percebemos que nos envolvemos com a pessoa errada e saímos feridos em nosso sentimento, fazendo com que criemos até mágoas e ressentimentos. Ainda sem ter esquecido ou curado essa ferida, por vezes encontramos outro alguém e voltamos a construir um novo sonho, buscando esquecer o passado, e quando percebemos, estamos repetindo a mesma história de dissabor. O passado se repete.

Acontecimentos assim nos fazem pensar que temos uma sorte ou mesmo um “karma”, que não permite que possamos nos realizar no amor. Dessa forma, gradualmente vamos nos tornando insatisfeitos diante da vida e acreditando ser impossível mudar a sorte, vamos nos resignando a ter uma vida em que a felicidade nunca poderá ser completa.

Situações assim podem se desenvolver quando ainda somos bem jovens ou mesmo na idade madura, entretanto torna-se mais crítica, em geral, para pessoas que desenvolveram longos namoros ou noivados, e tambem para os que dissolveram uma situação de casamento, em que o desgaste afetivo foi forte e prolongado. Nesses casos, alem do que já salientamos, ainda podemos somar nosso medo de voltar a viver os sofrimentos passados.

A impressão que a observação nos passa é a de que são raros os casos de pessoas que se tornam realmente felizes no amor.

Mas será que existe realmente um “karma” assim tão persistente e intransponível? Ou podemos transformá-lo através de um auto aperfeiçoamento, que nos permita atrair a pessoa que possa conosco compartilhar e concretizar esse sonho?

As situações pelas quais passamos, com suas conseqüências afetivas, refletem de certa forma nossos méritos, mas se são repetitivas demonstram tambem estar ligadas a nossos comportamentos, atitudes e pensamentos, que acabam por condicionar o resultado e muitas vezes tolhem nossa percepção diante dos fatos.

Essa constatação nos leva à conclusão que é possível reverter o quadro, bastando decidir e esforçar para nos aperfeiçoarmos, escolhendo inicialmente um caminho que nos leve a melhorar nossos méritos e a direcionar, na prática, nosso esforço de mudança interior.

Se nos dispusermos a isso os resultados que surgirão comprovarão que valeu a pena aprimorar e “OUSAR para ser feliz”.