Normalmente costumamos associar o riso à alegria e felicidade, entretanto, a observação nos mostra diversas situações nas quais o riso pode ter sido resultado de situações de nervosismo, histeria, disfarce dos reais sentimentos do momento, por nos darmos conta de erros sem sentidos que cometemos, etc. Isso nos mostra que mesmo estando triste podemos encontrar situações que nos parecem engraçadas e mesmo não estando felizes começamos a rir, e em outras situações, por estarmos nos sentido tristonhos ou mesmo um pouco deprimidos procuramos sair e frequentar lugares mais alegres e que possam nos desviar a atenção.

Quem não se lembra de situações em velórios em que a família e os amigos em um certo momento se dividem em dois grupos, ou seja, o dos que continuam curtindo a dor da perda e um outro grupo que mesmo tendo a mesma dor acabam por trocar experiências de situações alegres chegando mesmo a lembrar de velhas piadas.

Isso nos leva a diferenciar alegria e felicidade, ou seja, podemos ter momentos alegres mesmo que não estejamos vivendo momentos de felicidade, ou pelo menos passando por momento de aflição e dificuldades que nos impedem de nos sentirmos realmente felizes.

Por outro lado quando estamos felizes temos maior capacidade de reconhecer situações engraçadas e estamos mais dispostos a nos entregarmos ao riso. Além disso também percebemos que por razões que não conseguimos discriminar algumas pessoas possuem maior tendência ou facilidade para a alegria, e em consequência para o riso, enquanto outros, seja por personalidade ou outros fatores, demonstram ser mais sérios ou mesmo tendentes a menor percepção de razões para o riso e a alegria.

Pessoas alegres tendem a atrair situações e movimentos alegres ao seu redor e os que tendem à tristeza ou até mesmo a apenas perceber os fatos negativos tendem a atrair situações e razões para ficarem mais tristes.

Dessas colocações podemos depreender que o riso não necessariamente caracteriza felicidade, mas pode ser um alívio em momento infelizes e que a felicidade pode facilitar o advento do riso, pois quem está feliz tem mais razões para perceber os aspectos engraçados que ocorrem à nossa volta.

Se o riso não significa necessariamente felicidade, o que é felicidade?

Acredito que se fizermos essa pergunta para cem pessoas talvez tenhamos cem respostas com características e ênfases diferentes.

Para alguns felicidade é não sofrer, para outros pode ser uma vida de realização, ou um viver sem doenças, conflito e pobreza. Há momentos em que sentimos estar em perigo e ao nos safarmos sentimos imensa felicidade. Falando de maneira geral talvez possamos definir felicidade como: um viver confiante, vencedor e com muita energia para lutar pelo que se quer; com saúde forte e constante; com sucesso e paz no relacionamento com amigos, trabalho e parentes; com força para atrair o que quer que desejemos; e com muita realização no campo afetivo e sentimental; e com a certeza de que nosso futuro será cada vez melhor.

Pensando dessa forma parece claro que devemos criar condições para que o bom humor se instalem em nossa vida, fazendo do “riso feliz” a nossa característica fundamental.