Para que possamos esclarecer a contribuição que a Arte Intencional (Qualidade energética na arte) pode propiciar para o artista e sua arte devemos considerar duas questões:

  • a primeira é se a arte e por consequência o artista têm função social e responsabilidade perante o apreciador quaisquer que sejam as motivações e sentimentos envolvidos no momento da produção, ou seja, se será sempre benéfica, maléfica ou neutra para o ser humano, em outros termos se ela pode ter ação energética capaz de influenciar a saúde, o comportamento e o sentimento de quem a observa;
  • a segunda é sobre ser possível e melhor o artista direcionar seus pensamentos e sentimentos interferindo sobre o inconsciente e se isso é fator limitante para a criatividade, ou seja, se a arte e a criatividade são resultado apenas do comando do inconsciente tendo a capacidade perceptiva e a vontade do homem como subordinados.

Sobre a primeira questão, discussões filosóficas à parte, e colocando a questão em bases científicas, mais especificamente nos conhecimentos comprovados da “Mecânica Quântica”, devemos considerar que o homem ao pensar ou realizar qualquer ação vibra junto o seu sentimento que é o seu gerador automático de energia que afeta a tudo e todos que estiverem ou vierem a ser energeticamente ligados a essa ação. É nesse ponto que reside o valor e importância da arte e do trabalho do artista, pois coloca a sua capacidade vibracional a serviço de influenciar energeticamente o apreciador, não só agindo sobre o seu sentimento, como também a seu nível molecular e celular com resultados consequentes sobre a saúde como demonstram as pesquisas da biologia energética.

Assim, se o sentimento do artista for positivo provocará uma vibração energética benéfica para o corpo inclusive ao nível das células do apreciador percebida pelo bem estar gerado e caso se trate de sentimentos negativos provocará exatamente o contrário, ou seja, mal estar e com isso contribuindo para a ocorrência de doenças no campo físico e mental.

Como a citada influência ocorre independente da consciência do apreciador sobre o fato, decidir por impregnar intencionalmente a arte com sentimentos benéficos ao ser humano faz parte do nosso livre arbítrio nos proporcionando a possibilidade de agir com civilidade ou selvageria.

Quando observamos a evolução da cultura mundial através dos tempos, percebemos que a arte e os artistas têm desempenhado um papel importante nesse processo, como aliás foi percebido pelos filósofos e pensadores da antiguidade quando consideravam que a arte deveria contribuir para o enobrecimento do homem.

Diante desse quadro podemos perceber que nos cabe em nosso processo criativo e de produção artística garantir um nível de qualidade energética, definida por nossos pensamentos e sentimentos, que provoque efeitos contributivos para o desenvolvimento da saúde e civilidade do apreciador. Ao procedermos assim estaremos dando um direcionamento positivo também para o nosso inconsciente, cerceando intencionalmente a possibilidade de produção de uma arte que seja maléfica para o comportamento e saúde dos que vierem a apreciar a obra. Essa posição mostra a consciência e responsabilidade do artista diante do seu trabalho, até porque se a produção artística fosse resultado e guiada apenas pelo inconsciente teríamos que aceitar qualquer produção de pessoas com doença mental como sendo uma arte de nível elevado, pois estes agem livremente guiados apenas por seu inconsciente sem nenhuma responsabilidade, independente dos resultados que venham a produzir no futuro.

A segunda questão relativa ao cerceamento ou não da criatividade, devemos considerar que o processo criativo, qualquer que seja a fonte, é resultado da capacidade perceptiva do ser humano, cujo potencial não é afetado pela ação intencional, como aliás podemos comprovar empiricamente através de diversas situações do nosso dia a dia.

Dessa forma podemos constatar a importância da arte e do papel do artista no desenvolvimento da cultura e da saúde da população ao colocar seu consciente e inconsciente a serviço do desenvolvimento do bem estar, saúde e civilidade dos que apreciam a obra de arte.

A influência que a Arte Intencional pode dar à comercialização é resultado secundário e natural não estando contemplada em seus objetivos. O que ocorre é que quando nos sentimos bem diante de qualquer que seja a situação ou objeto que observemos é natural que permaneçamos mais tempo nessa apreciação e em vários casos se for possível temos o desejo de voltar a observar ou mesmo adquirir o objeto, se for esse o caso. Isso quer dizer que a Arte Intencional não é uma ação para atender a toda e qualquer questão independentemente das demais variáveis intervenientes, mas sim um complemento importante para a concretização da missão da arte e do artista.