Recentemente me perguntaram sobre dicas para “emagrecer sem privações” e para atender ao pedido exponho aqui as bases que tenho seguido ao orientar pessoas com problemas com a balança, obtendo sempre com bons resultados.

Se procurarmos explicações para porque e como uma pessoa desenvolve um viver ou um relacionamento com a alimentação que a levou a ganhar peso fora dos padrões normais certamente chegaremos a um rosário de explicações, que refletem crenças, que podem ter fundamento ou não, mas que em nada contribuem para a resolução do problema. Muito provavelmente muitas dessas explicações refletem juízo de valor e servem apenas para afetar a auto estima de quem enfrenta a situação. Por essa razão, prefiro abordar a questão do lado dos fatores que podem levar uma pessoa a uma situação como essa, ainda que não o queira.

Muitas, nessa situação, têm falado que quando se deram conta já estavam acima do peso desejado ou apresentando problemas de saúde e que mesmo tentando não conseguiam alterar sua trajetória. A tendência da maioria, de início, é buscar dietas, que diga-se de passagem existem com diversas abordagens e bases teóricas. Cada uma delas funciona melhor para uns que para outros, sendo que para muitos não se mostram ser o caminho ideal, ou seja aquele que traga todos os resultados esperados, incluindo os que estão alem do peso como aparência e manutenção do bom humor.

Como dieta já pressupõe deixar de comer o que mais gostamos, se costuma dizer que “é melhor começar na segunda feira” e geralmente depois do primeiro ou segundo fim de semana muitos pensam: “xiii, minha dieta já foi pras cucuias, toca começar tudo de novo”.

Outra questão é que ao emagrecer nem sempre se gosta do resultado visual, ou mesmo acaba-se considerando que o resultado não compensa o sofrimento. Tudo isso sem contar os casos em que nenhum caminho parece dar certo.

Voltando à questão dos fatores que podem levar uma pessoa a essa situação, devemos considerar o funcionamento hormonal, maior ou menor facilidade para ganhar ou reduzir peso, estresse, situações de vida interferindo emocionalmente, fase do desenvolvimento do corpo físico especialmente entre as mulheres como menopausa por exemplo, qualidade da alimentação, quantidade habitual ingerida, entre outros.

Devemos considerar também que normalmente temos presente a conjunção de alguns desses fatores e que portanto a solução passa por uma orientação que contemple os diversos fatores envolvidos, ou seja uma abordagem sistêmica que abranja e crie condições positivas relativamente: as questões comportamentais; sentimentos relativos a si mesmo e aos outros; a forma como se relaciona com traços culturais como culpa e pensamentos negativos; a capacidade de persistência para vencer desafios; a condição física para equilibração hormonal; a percepção e obediência aos sinais do corpo; bem como a qualidade da alimentação em termos energéticos e de pureza.

Assim para falar de “dicas” para emagrecer sem sofrer e de preferência que o resultado final nos agrade também aos olhos e prazer de viver, creio ser importante que se aborde a questão atendendo às variáveis acima citadas que estejam afetando a cada pessoa individualmente, ou seja envolvendo a pessoa como “um ser” individual e único.

Essa é a abordagem da “Dieta do corpo feliz” com resultados positivos e consistentes, realizada em sessões individuais ou em grupo promove mudanças no processo energético através de exercícios e práticas para o cotidiano, contemplando, como acima salientado, as questões: comportamentais, sentimentais e culturais, contribuindo com isso também para a equilibração hormonal; a forma de percepção e obediência aos sinais do corpo; e a escolha de alimentos que possuam maior pureza e qualidade energética.

Texto extraído do no livro: “Dieta do corpo feliz”

Amadeu Bernardo Silva

http://dietadocorpofeliz.blogspot.com.br/